Marketing de Rede faz sucesso no Brasil
Phydias Barbosa
Em breve os distribuidores independentes de produtos internacionais, do chamado Network Marketing, vão ser bombardeados novamente com convites de recrutadores de inúmeras companhias, tais como Nu Skin, Internal Design Nutritionals, Equinox, Mary Kay, Life Plus, LifeTronics, Melaleuca, Quorum e American Sattelites, dentre outras, inundando o mercado brasileiro e, consequentemente, criando uma nova correria frenética de "marketeiros" de rede que já fazem parte de um enorme "batalhão de elite" no mundo inteiro (coqueluche que já toma conta de vários países da América do Sul).
Com o poder de aproximação entre os povos através do acesso à Internet, essa metamorfose está acontecendo e não há mais como impedir o grande crescimento das empresas de Multi-Level Marketing (ou Marketing Multinível - MMN) no mundo.
Quem trabalha com produtos da Natura, Health and Glo, Avon, Tupperware, Amway e Herbalife, já conhece o sistema de venda direta, que permite, há 50 anos ou mais, que o cidadão comum saia do ostracismo financeiro, com a criação de milhões de "empregos virtuais" ou "interativos" pelo mundo afora.
O que Marketing de Rede na verdade proporciona às pessoas que são fortes o suficiente para suportar os erros acumulados nos primeiros anos da formação de uma downline representativa, é um leque de benefícios que pode tirar qualquer pessoa, de qualquer raça, credo ou nacionalidade, da dureza reclamada pelos que necessitam de um salário mensal para sobreviver.
A diferença fundamental desse negócio é que o distribuidor independente deixa de trabalhar para um patrão ou "chefe", livra-se do horário de trabalho e da marcação do ponto, para dedicar-se a trabalhar com pessoas que poderão se identificar com os mesmos produtos que está oferecendo, que vão passando de boca-a-boca para uma organização de representantes e clientes que pode ser infinita.
O inventor do sucesso
Karl Rhenborg nasceu nos Estados Unidos e foi enviado, pelo serviço militar americano, à guerra contra a China em meados dos anos 20. Ele ficou preso num cativeiro e foi alimentado, durante meses, com uma estranha comida que misturava frutas (mamão, principalmente), sementes, plantas, raízes, ervas, salsinha, agrião e alfafa. Achava que era uma forma de suplício que o mataria lentamente.
Quando voltou aos Estados Unidos, trocado por prisioneiros, os médicos do Exército ficaram impressionados com a sua saúde. Mais tarde, Rhenborg começou uma empresa a qual chamou de Nutrilite, para vender vitaminas e produtos de nutrição no mercado americano. Essa empresa existe até hoje, como subsidiária da Amway, mas o mundo não vai se lembrar dos propósitos nutritivos dos produtos processados por Rhenborg.
O que fica de importante na sua passagem pelo planeta é a forma de Marketing de Rede que inventou, hoje praticada por todas as empresas citadas acima.
A Nutrilite era uma empresa de um único nível, ou seja, cada distribuidor dos produtos poderia recrutar quantos quisesse na linha horizontal, porém somente uma linha vertical abaixo. As gigantes Avon e Mary Kay usam um sistema parecido até os dias de atuais.
Muito ainda vai ser comentado sobre Rehnborg e o Network Marketing, mas o tempo de um distribuidor é precioso e o que interessa atualmente é saber como a empresa que escolheu para representar funciona, quais os produtos que ele mais se identifica e quantos distribuidores deve ter em sua downline para se tornar um novo milionário (sem necessariamente ter sido educado diretamente para o negócio).
A genuidade desse trabalho é o contato pessoal, direto, com amigos, familiares, colegas de trabalho, parentes distantes, conhecidos que estão em outras cidades, estados ou países, os conhecimentos da escola dos filhos, do cabelereiro, médico, colegas da ginástica, da praia, do hospital, seja com quem o candidato achar que deve falar sobre os seus produtos.
Propaganda negativa
Uma das coisas que mais atrapalha quem trabalha com Marketing de Rede é a desinformação total por parte dos meios de comunicação.
Como a maioria destas companhias não possui um organograma de propaganda paga em jornais, revistas e televisão, passam a representar um alvo muito fácil para usuários e distribuidores insatisfeitos que vão para as páginas de jornais e emissoras de televisão chorar suas mágoas (muitas vezes por não conseguir superar suas fraquezas frente às diversas alternativas apresentadas pela nova profissão - no caso do distribuidor - e pela inadaptação com os produtos - no caso do cliente). Mas existem produtos para todos os gostos, de potes plásticos a TV a cores, de vitaminas a alarmes, de produtos de limpeza a computadores, de antenas parabólicas a cosméticos e óleos exóticos da Austrália ...
E a tendência mundial é que esta lista aumente consideravelmente até o fim do milênio.
Portanto, procure o seu produto, desenvolva o seu testemunho, fale com seus amigos e familiares, entre no mercado de rede mundial.
Peça demissão antes que lhe coloquem no olho da rua por "contenção de despesas". Forme seu próprio supermercado virtual, sem ter que sair de casa nem ter que estocar produtos em um armazém.
A companhia que você escolher já possui todos os meios para treinar distribuidores e usuários, colocá-los em uma lista mensal de entregas como se fosse a loja da esquina, colocá-los a par dos últimos lançamentos da empresa.
E você fica livre para fazer uma coisa que está esquecida desde os tempos em que foi inventada a televisão: o relacionamento saudável e diário com amigos, parentes e familiares que podem lhe ajudar a formar uma rede de distribuição infinita.
Boa sorte !
Phydias Barbosa, cineasta, escritor e publicitário, é distribuidor da Herbalife.
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Os textos do Estágio 10 podem ser reproduzidos, desde que citada a fonte.
Jornal Estágio 10
Edição: Nº4 - Janeiro/Fevereiro de 1997
Seção: Opinião do Leitor - pag.4
Autor: Phydias Barbosa
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